2
Visualizações
Acesso aberto Revisado por pares
Artigo Original

A força de preensão manual como marcador de saúde em adolescentes com sobrepeso

Handgrip strength as a health marker in overweight adolescents

Ramires Alsamir Tibana1; Dahan da Cunha Nascimento2; Sandra Oliveira3; Graciliano Rosa4; Sandor Balsamo5; Renato André Sousa da Silva6; Roberta Kelly Menezes Maciel Falleiros7; Darlan Lopes de Farias8; Jonato Prestes9

RESUMO

INTRODUÇÃO: O excesso de peso é um sério problema mundial de saúde pública e poucos estudos analisaram e associaram a força muscular relativa em adolescentes com e sem sobrepeso.
OBJETIVOS: Comparar a força muscular relativa de adolescentes de ambos os sexos com e sem sobrepeso, além de correlacionar a força muscular relativa com a massa corporal, o índice de massa corporal, o perímetro da cintura e a razão cintura-estatura.
MÉTODO: Foram avaliados 237 adolescentes (115 meninos) (12,8 ± 1,2 anos; índice de massa corporal 19,8 ± 3,4 kg/m2), os quais foram classificados em: eutróficos (n = 184; massa corporal 45,9 ± 7,9 kg; índice de massa corporal 18,5 ± 1,9 kg/m2) e sobrepe-sados (n = 53; massa corporal 64,8 ± 12,6 kg; índice de massa corporal 25,2 ± 2,8 kg/m2).
RESULTADOS: A força muscular relativa foi menor nos adolescentes com sobrepeso quando comparada a dos adolescentes eutróficos (0,45 ± 0,07 vs 0,55 ± 0,09; p = 0,001). Houve correlação negativa da massa corporal (r = -0,23; p = 0,001), do índice de massa corporal (r = -0,40; p = 0,001), do perímetro da cintura (r = -0,38; p = 0,001) e da razão cintura-estatura (r = -0,47; p = 0,001) com a força muscular relativa.
CONCLUSÃO: Os resultados do presente estudo sugerem haver possível influência negativa do excesso de peso e de variáveis antropométricas na força muscular relativa de adolescentes com sobrepeso.

Palavras-chave: Força muscular; obesidade; sobrepeso; adiposidade corporal

ABSTRACT

INTRODUCTION: Excess body weight is a serious public health issue worldwide, and few studies have compared or analyzed the association between relative muscle strength in adolescents with and without overweight.
OBJECTIVES: The aim of this study was to compare the relative muscle strength of overweight and normal-weight adolescents of both sexes. The authors also attempted to correlate relative muscle strength with body weight, body mass index, waist perimeter, and waist-height ratio.
METHOD: 224 adolescents were evaluated (115 boys) (12.8 ± 1.2 years; body mass index 19.8 ± 3.4 kg/m2) and classified as having normal weight (n = 184; body weight 45.9 ± 7.9 kg; body mass index 18.5 ± 1.9 kg/m2) or being overweight (n = 53; body weight 64.8 ± 12.6 kg; body mass index 25.2 ± 2.8 kg/m2).
RESULTS: Relative muscle strength was lower in overweight adolescents when compared with those who had normal weight (0.45 ± 0.07 vs 0.55 ± 0.09; p = 0.001). A negative correlation between relative muscle strength and body weight (r = -0.23; p = 0.001), body mass index (r = -0.40; p = 0.001), waist perimeter (r = -0.38; p = 0.001) and waist-height ratio (r = -0.47; p = 0.001) was found.
CONCLUSION: The results of the present study suggest a probable negative influence of excess weight and anthropometric variables on the relative muscle strength of overweight adolescents.

Keywords: Muscle strength; obesity; overweight; corporal adiposity

INTRODUÇÃO

Os índices de obesidade vêm crescendo de forma alarmante na maioria dos países, chegando a mais de um bilhão de pessoas em todo o mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a obesidade é uma doença crônica epidêmica, que atinge crianças, adolescentes e adultos de países com diferentes níveis de desenvolvimento e inclusive supera a desnutrição e as doenças infecciosas. Essa epidemia global requer atenção especial dos serviços de saúde, pois até 2015, estima-se que aproximadamente dois bilhões e trezentos mil indivíduos apresentarão sobrepeso e mais de sete-centos milhões, obesidade.1

Em adolescentes, informações provenientes de estudos longitudinais evidenciam aumento significativo na ocorrência de sobrepeso e constituem assim importante fonte de preocupação para profissionais da área da saúde. Nesse aspecto, apresenta-se uma favorável condição para que crianças e adolescentes obesos tornem-se adultos obesos2 com grandes possibilidades de sofrerem as con-sequências desse agravo, como diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares, doença aterosclerótica, hipertensão arterial, transtornos ortopédicos e articulares, doenças de pele, maior risco cirúrgico, dentre outras complicações.3

Por outro lado, a atividade física está diretamente relacionada à redução dos riscos de desenvolvimento de diversas doenças. Em estudos recentes, a força muscular, por exemplo, mostra relação inversa com pressão arterial,4,5 síndrome metabóli-ca6 e obesidade7,8 em mulheres de meia-idade sedentárias, de tal modo que é importante fator de saúde já na juventude.9 Andersen e colaboradores10 demonstraram que baixos níveis de aptidão aeró-bica na infância e na adolescência relacionaram-se com maiores riscos de doenças cardiovasculares na idade adulta. Em relação à força muscular, similarmente, estudos demonstram associações inversas entre a força muscular com os fatores de risco car-diovascular11-13 e mortalidade em adolescentes.14

Por conseguinte, estão bem definidos na literatura os impactos negativos da obesidade sobre a saúde cardiovascular dos adolescentes, mas ainda são limitadas as informações sobre como a força muscular pode relacionar-se com a adiposidade corporal em adolescentes. Portanto, o objetivo do presente estudo foi comparar a força muscular relativa de adolescentes com sobrepeso e sem sobrepeso, além de correlacionar a força muscular relativa com a massa corporal, com o índice de massa corporal, com o perímetro da cintura e com a razão cintura-estatura.

 

MÉTODO

Amostra

Este foi um estudo transversal, realizado no período de julho de 2011 até maio de 2013 em adolescentes residentes no Distrito Federal. Após os pais assinarem um termo de consentimento livre e esclarecido, participaram desse estudo de forma voluntária (amostra de conveniência), 237 adolescentes (115 meninos) (12,8 ± 1,2 anos etários; índice de massa corporal 19,8 ± 3,4 kg/m2), classificados em eutróficos (n = 178; massa corporal 45,9 ± 7,9 kg; índice de massa corporal 18,5 ± 1,9 kg/m2) e sobrepesados (n = 46; massa corporal 64,8 ± 12,6 kg; índice de massa corporal 25,2 ± 2,8 kg/m2). O critério de inclusão para os participantes foi ter idade de 12 a 15 anos.

Os critérios de exclusão foram presença de doenças cardiorrespiratórias (autorrelatada) e ou limitações físicas (autorrelatada) que comprometessem o desempenho durante os testes. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Católica de Brasília (resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde).

Antropometria

A medida da massa corporal foi realizada com o indivíduo descalço, com roupas leves, e foi utilizada balança digital. A estatura foi medida com estadiô-metro acoplado à balança e os avaliados tiveram classificação de sobrepeso por meio do índice de massa corporal por sexo e idade, segundo os pontos de corte propostos por Cole e colaboradores.15

A mensuração do perímetro da cintura foi realizada no ponto central entre o último arco costal e a crista ilíaca. A razão cintura-estatura (RCE) foi calculada por meio da equação: RCE = [circunferência da cintura (cm)/estatura (cm)].16 A coleta dos dados antropométricos foi realizada por somente um avaliador experiente e treinado.

Força de preensão manual

A força de preensão manual foi obtida com dinamómetro mecânico manual (Takei, T.K.K, Japão), respeitando o protocolo de España-Romero e colaboradores.17 Para tanto, os voluntários permaneceram em pé com os dois braços estendidos e o antebraço em rotação neutra.17 Para todos os participantes, a empunhadura do dinamómetro foi ajustada individualmente de acordo com o tamanho das mãos de forma que a haste mais próxima do corpo do dinamómetro estivesse posicionada sobre as segundas falanges dos dedos indicador, médio e anular. O período de recuperação entre as medidas foi um minuto. O teste foi realizado em três tentativas na mão que o participante considerasse mais forte. A melhor marca dentre as três tentativas foi utilizada como medida. A força relativa (FR) foi calculada com a equação proposta por Prestes e Tibana,18 em que FR = [força muscular absoluta (kg)/massa corporal (kg)]. A coleta dos dados da força de preensão manual foi realizada por um avaliador experiente e treinado.

Análise estatística

A normalidade dos dados foi verificada pelo teste de Shapiro-Wik. Verificada a normalidade dos dados o teste t independente foi utilizado para comparação da força muscular relativa e antropometria entre os adolescentes sobrepe-sados e eutróficos. Adicionalmente, com base no valor da força muscular relativa, a amostra foi estratificada em quintis para comparação da massa corporal, do índice de massa corporal, do perímetro da cintura e da razão cintura-estatura por meio da Anova one-way, seguida do teste post-hoc de Bonferroni quando apropriado. Para estabelecer correlações entre a variável força muscular relativa e as medidas antropométricas, utilizou-se o teste de correlação de Pearson. Como correlações múltiplas foram realizadas, para não inflacionar o erro tipo I, a correção de Bonferroni foi aplicada dividindo-se 0,05 por 4 (p s 0,012).19 Os dados foram analisados por meio do programa Statistical Package for the Social Sciences (SPSS, v.19, Chicago, IL) e o nível de sig-nificância adotado foi p < 0,05.

 

RESULTADOS

A tabela 1 apresenta as características da amostra.

 

 

Os adolescentes eutróficos apresentaram valores menores de massa corporal (p < 0,001), índice de massa corporal (p < 0,001), perímetro da cintura (p < 0,001) e razão cintura-estatura (p < 0,001) quando comparados a adolescentes com sobrepeso. A força muscular relativa foi maior nos adolescentes eu-tróficos (p < 0,001) quando comparada a dos adolescentes com sobrepeso (figura 1). Além disso, quando os adolescentes foram alocados em quintis da força muscular relativa, os adolescentes mais fracos (primeiro quintil) apresentaram maior massa corporal, índice de massa corporal (p < 0,01), perímetro da cintura (p < 0,01) e razão cintura-estatura (p < 0,01) quando comparados aos demais quintis (figura 2), tanto nos meninos (tabela 2), bem como nas meninas (tabela 3).

 


Figura 1. Força muscular relativa nos adolescentes com sobrepeso e eutróficos. *Diferença significativa quando comparado aos adolescentes com sobrepeso (p < 0,001).

 

 


Figura 2. Massa corporal (painel A), índice de massa corporal (painel B), perímetro da cintura (painel C) e razão cintura-estatura (painel D) da população amostral estratificada em quintis da força muscular relativa. *Diferença significativa em comparação ao primeiro quintil (0,22-0,26) (p < 0,001); †Diferença significativa em comparação ao segundo quintil (0,37-0,40) (p < 0,001).

 

 

 

 

 

Conforme apresentado na tabela 4, houve correlação negativa da massa corporal (r = -0,23; p = 0,001; r = -0,23; p = 0,001), do índice de massa corporal (r = -0,40; p = 0,001; r = -0,23; p = 0,001), do perímetro da cintura (r =-0,38; p = 0,001; r = -0,23; p = 0,001) e da razão cintura-estatura (r = -0,47; p=0,001; r = -0,23; p = 0,001) com a força muscular relativa em meninos e meninas, respectivamente.

 

 

DISCUSSÃO

O objetivo do presente estudo foi comparar a força muscular relativa de adolescentes com sobrepeso e sem sobrepeso além de correlacionar a força muscular relativa com a massa corporal, com o índice de massa corporal, com o perímetro da cintura e com a razão cintura-estatura. Os resultados encontrados mostraram que os adolescentes sobre-pesados têm menor força muscular relativa quando comparados aos adolescentes eutróficos. Além disso, quando analisados os quintis da força muscular relativa, aqueles que apresentaram menor força muscular foram os que tiveram maior massa corporal, índice de massa corporal, perímetro da cintura e razão cintura-estatura. Assim, confirma-se a hipótese de que a baixa aptidão da força muscular na adolescência favorece os riscos à saúde tanto em meninos como em meninas.

Os resultados do presente estudo corroboram as evidências da literatura e indicam que o índice de massa corporal, o perímetro da cintura e a razão cintura-estatura são mais elevados em indivíduos com menor força muscular.6-10 Jackson e colabora-dores20 demonstraram que a prevalência e a incidência da obesidade diminuem sistematicamente com o aumento da força muscular em homens adultos, mesmo se corrigidas por idade, massa corporal e aptidão cardiorrespiratória. De forma análoga, Grontved e colaboradores13 analisaram a associação da força muscular isométrica com os fatores de risco cardiovascular em jovens durante doze anos. Os resultados mostraram que a cada desvio-padrão de diferença na força muscular isométrica esteve inversamente associada com o índice de massa corporal (-0,6 kg/m2), triglicerí-dios (-0,09 mmol/L) e pressão arterial diastólica (-1,2 mmHg).

Recentemente, Jiménez-Pavón e colaboradores12 usaram um método parecido com a do presente estudo para avaliar a força muscular em adolescentes (teste de preensão manual) e associar com marcadores de resistência a insulina. De acordo com os resultados apresentados, a força de preensão manual foi negativamente associada com a insulina de jejum. Similarmente, Lee e colaboradores21 demonstraram que a força muscular máxima foi correlacionada com a sensibilidade à insulina (r = 0,39) e com o teste oral de tolerância a glicose (r = -0,32) em quarenta adolescentes obesos. Não obstante, Silventoinen e co-laboradores11 mostraram que os adolescentes com menor força muscular foram os que apresentaram maiores probabilidades de ter doenças coronaria-nas e acidente vascular encefálico.

Além disso, os benefícios de os adolescentes serem mais fortes e mais aptos fisicamente não se estendem apenas à composição corporal mais privilegiada e aos fatores de risco cardiovasculares mais brandos. Estudos recentes demonstram que crianças e adolescentes que são mais ativos fisicamente apresentam melhores desempenhos em testes de memória e aprendizado, aumento na função cognitiva em tarefas que requerem percepção22 e melhores desempenhos acadêmicos.23

É oportuno destacar algumas limitações metodológicas do presente estudo. Em geral, investigações em grupos não escolhidos aleatoriamente (amostras de conveniência) têm como consequência produzir estimativas que não correspondem às frequências realmente existentes na população. Ademais, o estudo trata-se de uma pesquisa transversal que impossibilita estabelecer relação de causa e efeito. No entanto, estudos longitudinais têm demonstrado que a força muscular é capaz de predizer diversas afecções orgânicas e níveis de mortalidade.4,13,14 Além disso, a força muscular foi avaliada apenas pelo teste de preensão manual, apesar de estudos terem usado essa ferramenta como parâmetro na avaliação do estado geral de força.16,23 Adicionalmente, essa metodologia é de fácil aplicação e não necessita de equipamentos sofisticados, bem como de pessoal treinado, o que possibilita sua utilização para avaliar a força muscular em grandes populações.24 Por último, os adolescentes que apresentaram menor força muscular relativa foram aqueles com maior massa corporal, o que pode ter influenciado nos resultados do presente estudo.

Em conclusão, os resultados do presente estudo sugerem que, nas estratégias preventivas de obesidade, devem incidir não somente diminuição da gordura corporal e aumento da aptidão cardiorres-piratória, mas também aumento da força muscular, sobretudo na prevenção da obesidade em adolescentes. De fato, o recente posicionamento da Academia Americana de Pediatria recomenda a inclusão do treinamento de força muscular com frequência de duas a três vezes por semana em dias não consecutivos para crianças e adolescentes.25

 

REFERÊNCIAS

1. World Health Organization (WHO). Obesity e overweight [acesso 20 maio 2013]. Disponível em http://www.who.int/dietphysicalactivity/childhood/en.

2. Vanhala M, Vanhala P, Kumpusalo E, Halonen P, Takala J. Relation between obesity from childhood to adulthood and metabolic syndrome: population based study. BMJ. 1998;317(7154):319.

3. Must A, Jacques PF, Dallal GE, Bajema CJ, Dietz WH. Long-term morbidity and mortality of overweight adolescents. A follow-up of the Harvard Growth Study of 1922 to 1935. N Engl J Med. 1992;327(19):1350-5.

4. Tibana RA, Balsamo S, Prestes J. Associação entre força muscular relativa e pressão arterial de repouso em mulheres sedentárias. Rev Bras Cardiol. 2011;24(3):163-8.

5. Tibana RA, César D, Tajra V, Vieira A, Franz CB, Pereira GB, et al. Avaliação da pressão arterial em mulheres sedentárias e sua relação com a força muscular. Rev Bras Promoção Saúde. 2012;25(3):337-43.

6. Tibana RA, Tajra V, César D, de Farias DL, Teixeira TG, Prestes J. Comparação da força muscular entre mulheres brasileiras com e sem síndrome metabólica. ConScientiae Saúde. 2011;10(4):708-14.

7. Tibana RA, Teixeira TG, De Farias DL, Silva AO, Madrid B, Vieira A, et al. Relação da circunferência do pescoço com a força muscular relativa e os fatores de risco cardiovascular em mulheres sedentárias. Einstein (São Paulo). 2012;10(3):329-34.

8. Teixeira TG, Tibana RA, César D, Tajra V, Balsamo S, Asano RY, Silva AO, et al. Comparação da força muscular entre mulheres de meia idade com e sem sobrepeso/obesidade. R Bras Ci e Mov. 2014; 22(1):5-11.

9. Ruiz JR, Castro-Piñero J, Artero EG, Ortega FB, Sjostrom M, Suni J, et al. Predictive validity of health-related fitness in youth: a systematic review. Br J Sports Med. 2009;43(12);909-23.

10. Andersen LB, Hasselstr0m H, Gr0nfeldt V, Hansen SE, Karsten F. The relationship between physical fitness and clustered risk, and tracking of clustered risk from adolescence to young adulthood: eight years follow-up in the Danish Youth and Sport Study. Int J Behav Nutr Phys Act. 2004;8(1):6.

11. Silventoinen K, Magnusson PK, Tynelius P, Batty GD, Rasmussen F. Association of body size and muscle strength with incidence of coronary heart disease and cerebrovascular diseases: a population-based cohort study of one million Swedish men. Int J Epidemiol. 2009;38(1):110-8.

12. Jiménez-Pavón D, Ortega FB, Valtueña J, Castro-Piñero J, Gómez-Martínez S, Zaccaria M, et al. Muscular strength and markers of insulin resistance in European adolescents: the HELENA Study. Eur J Appl Physiol. 2012;112(7):2455-65.

13. Gr0ntved A, Ried-Larsen M, M0ller NC, Kristensen PL, Froberg K, Brage S, et al. Muscle strength in youth and cardiovascular risk in young adulthood (the European Youth Heart Study). Br J Sports Med. 2013; in press.

14. Ortega FB, Silventoinen K, Tynelius P, Rasmussen F. Muscular strength in male adolescents and premature death: cohort study of one million participants. BMJ. 2012;345:e7279.

15. Cole TJ, Bellizzi MC, Flegal KM, Dietz WH. Establishing a standard definition for child overweight and obesity worldwide: international survey. BMJ. 2000;320(7244):1240-3.

16. Hu YH, Reilly KH, Liang YJ, Xi B, Liu JT, Xu DJ, et al. Increase in body mass index, waist circumference and waist-to-height ratio is associated with high blood pressure in children and adolescents in China. J Int Med Res. 2011;39(1):23-32.

17. España-Romero V, Ortega FB, Vicente-Rodríguez G, Artero EG, Rey JP, Ruiz JR. Elbow position affects handgrip strength in adolescents: validity and reliability of Jamar, DynEx, and TKK dynamometers. J Strength Cond Res. 2010;24(1):272-7.

18. Prestes J, Tibana RA. Muscular static strength test performance and health: absolute or relative values? Rev Assoc Med Bras. 2013;59(4):308-9.

19. Curtin F, Schulz P. Multiple correlations and Bonferroni’s correction. Biol Psychiatry. 1998;44(8);775-7.

20. Jackson AW, Lee DC, Sui X, Morrow JR Jr, Church TS, Maslow AL, et al. Muscular strength is inversely related to prevalence and incidence of obesity in adult men. Obesity. 2010;18(10);1988-95.

21. Lee S, Kim Y, White DA, Kuk JL, Arslanian S. Relationships between insulin sensitivity, skeletal muscle mass and muscle quality in obese adolescent boys. Eur J Clin Nutr. 2012;66(12):1366-8.

22. Hillman CH, Buck SM, Themanson JR, Pontifex MB, Castelli DM. Aerobic fitness and cognitive development: event-related brain potential and task performance indices of executive control in preadolescent children. Dev Psychol. 2009;45(1):114-29.

23. Castelli DM, Hillman CH, Buck SM, Erwin HE. Physical fitness and academic achievement in third- and fifth-grade students. J Sport Exerc Psychol. 2007;29(2):239-52.

24. Farias DL, Teixeira TG, Tibana RA, Balsamo S, Prestes J. A força de preensão manual é preditora do desempenho da força muscular de membros superiores e inferiores em mulheres sedentárias. Motricidade. 2012;8(S2):624-9.

25. McCambridge TM, Stricker PR; American Academy of Pediatrics Council on Sports Medicine and Fitness. Strength training by children and adolescents. Pediatrics. 2008;121(4):835-40.

Recebido em 19 de Setembro de 2013.
Aceito em 20 de Dezembro de 2013.

Conflito de interesses: nada a declarar pelos autores


© 2019 Todos os Direitos Reservados