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Relato de Caso

Drenagem linfática ambígua em paciente com melanoma cutâneo primário: importância da linfocintilografia

Ambiguous lymphatic drainage in patient with primary cutaneous melanoma: the importance of lymphoscintigraphy

Rafael Bandeira Lages1; Flávia Logatti2; Sabas Carlos Vieira3; Lina Gomes dos Santos3; Benedita Andrade Leal de Abreu4

RESUMO

INTRODUÇÃO: Na maioria dos pacientes, a drenagem linfática do melanoma atinge primeiro uma base linfonodal padrão. Porém, um linfonodo sentinela pode ser identificado em uma localização anormal, particulamente quando a lesão cutânea é localizada em tronco, cabeça ou pescoço. A linfocintilografia mostra-se como método objetivo e confiável para localização de linfonodo sentinela e mostra que a predição dessa drenagem não é possível por parâmetros clínicos.
RELATO DE CASO: Paciente de 58 anos com melanoma maligno na região subescapular direita, sem linfonodos palpáveis, foi submetida à excisão da lesão com margens e pesquisa de linfonodo sentinela. A linfocintilografia pré-operatória revelou drenagem axilar bilateral, e a análise histopatológica desses linfonodos não evidenciou metástases.
COMENTÁRIOS: No presente caso, o uso da linfocintilografia foi extremamente útil, especialmente por identificar a presença de drenagem linfonodal para cadeias bilaterais. Este caso reforça a utilidade da técnica no melanoma cutâneo primário.

Palavras-chave: Linfocintilografia; biópsia de linfonodo sentinela; melanoma; metástase linfática

ABSTRACT

INTRODUCTION: Although in most patients lymphatic drainage from the primary melanoma first reaches a standard lymph node basin, a sentinel lymph node may be identified in an unusual location, in particular when the skin lesion is located in trunk, head and neck. Lymphoscintigraphy provides an objective and reliable method of locating sentinel lymph node and demonstrates that confident prediction of their location is not possible on clinical grounds.
CASE REPORT: A 58-year-old woman presenting a malignant melanoma located in the right subscapular region, with no palpable lymph nodes, was underwent a lesion excision with margins and sentinel lymph node biopsy. The preoperative lymphoscintigraphy revealed bilateral axillary drainage and the histopathological examination of these lymph nodes did not show presence of metastatic cells.
COMMENTS: In the present case, the use of lymphoscintigraphy was extremely useful, especially for identify the presence of lymphatic drainage for two distinct basins. This case reinforces the usefulness of lymphoscintigraphy technique in primary cutaneous melanoma.

Keywords: Lymphoscintigraphy; sentinel lymph node biopsy; melanoma; lymphatic metastasis


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